Por Janaina Azevedo Corral, para o Beco Imaginário.
Ana Cristina é escritora, historiadora, professora e funcionária pública, sem ordem específica de preferência, renumeração ou empregabilidade. Co-habita com um número flutuante de bichos de estimação, seu marido, o quadrinista e escritor Estevão Ribeiro, e com o dono da casa, Miguel, seu filho. Se considera uma contista que está tentando escrever romances, além de coordenar com mãos de ferro o projeto coletivo Fábrica dos Sonhos
Beco Imaginário: Ana, em primeiro lugar, obrigada por ter aceitado ceder esta entrevista ao Beco Imaginário. Vamos começar com o famoso questionário de Proust, que já foi adaptado das mais diversas formas, inclusive com versões famosas como as do Saturday Night Live e do programa Inside The Actors Studio, com James Lipton:
Qual é sua maior qualidade? – Perseverança
E seu maior defeito? – Teimosia
O que você mais aprecia nos seus amigos? Compreensão
Sua atividade favorita é… Dormir
Qual é sua idéia de felicidade? Familia
E o que seria a maior das tragédias? Solidão
Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo? Meu gato
E onde gostaria de viver? – Bélgica
Qual seu palavrão ou xingamento favorito? PORRA
Seus autores preferidos? Marion Zimmer Bradley, Braulio Tavares, Gerson Lodi Ribeiro, Max Mallmann, Walter Scott.
Quem são seus heróis? – Meus pais
Seu compositor favorito é… Renato Russo (é, eu sei)
Qual é sua palavra favorita? Absurdo
O que você mais detesta? - Gente Mesquinha
Quais são os personagens históricos que você mais despreza? – Os ditadores
Como você gostaria de morrer? – Dormindo
Que defeito é mais fácil perdoar? – Ignorância
Qual é o lema da sua vida? – Se você não é capaz de fazer, não diminua quem seja.
Beco Imaginário: Falando de Projetos, uma das suas principais iniciativas é a Editora Fábrica dos Sonhos. Gostaria que você falasse um pouco sobre como ela surgiu, quem está nele com você e quais são as principais metas para este ano, 2010.
Ana Cristina Rodrigues: A Fábrica surgiu para ser uma oficina de escrita e debate sobre Literatura Fantástica. Um dos fundadores era meu colega na Oficina de Escritores e sentíamos que, ao mandar contos com pegada mais pop para as atividades, éramos sempre muito criticados. Precisávamos de um espaço em que esses contos já não fossem mal vistos de antemão: nos juntamos a um amigo em comum, de outros projetos literários e em fevereiro de 2005 criamos a lista. Dos integrantes dessa época, acho que só restou, além dos 4 fundadores, o Aguinaldo Peres. Os principais projetos para este ano são a volta das oficinas abertas ao público, como a Escrevi meu livro, e agora?, inclusive em formato online, e a publicação de livros dentro da coleção Fábrica dos Sonhos pela Editora Draco, além da inauguração de um novo site.
Beco Imaginário: Como um autor, que se interesse por essa pegada mais pop, poderia participar dos projetos da Fábrica? Basta submeter trabalhos – contos, romances, etc. – como a qualquer editora?
Ana Cristina Rodrigues: Por enquanto, as antologias previstas para um primeiro momento já estão fechadas – duas delas tiveram chamada aberta para participações, outra reúne os melhores do blog ‘Letra e Video’. Dependendo do resultado dessas, outros volumes poderão sair. No momento, o foco é publicar o resultado desses cinco anos de Fábrica, privilegiando autores e textos produzidos dentro do ambiente do grupo, porém, no futuro, se o resultado da coleção for satisfatório, iremos começar a receber material externo.
Beco Imaginário: Então, a Fábrica dos Sonhos não é uma editora no sentido popular da palavra – aquela que recebe livros, edita e imprime – mas uma editora que perfaz o trabalho de sementeira de autores, mostrando-lhes por meio das atividades e oficinas como encaminhar seu texto, certo? Você diria que, portanto, a Fábrica se predispõe a algum tipo de ideologia ou visa trabalhar apenas certo tipo de temática?
Ana Cristina Rodrigues: Nosso trabalho na Fábrica nunca foi o de um ‘publisher’, mas o de um ‘editor’, que aliás é o que mais falta no Brasil em termos de literatura especulativa. Sempre tivemos a visão de que o escritor precisa de treino e acompanhamento para poder se aprimorar. Nossa única publicação foi um e-book com textos dos participantes da Fábrica, uma forma de começar a divulgar o nosso trabalho. O projeto começou com uma visão muito definida do seu objeto de trabalho, queríamos literatura fácil, pop, comercial e principalmente que fosse divertida. Porém, conforme as pessoas iam e vinham, começamos a abrir para trabalhos mais densos.
Beco Imaginário: Mas tempos atrás vocês soltaram uma pequena publicação pela editora Multifoco, não?
Ana Cristina Rodrigues: Sim, uma coletânea de contos, mas a Fábrica nesse livro foi uma organizadora, não uma editora.
Beco Imaginário: Qual foi a receptividade desta obra? Quais as dificuldades que vocês enfrentaram com esta publicação?
Ana Cristina Rodrigues: Embora tenha tido um alcance pequeno, principalmente por falta de uma boa distribuição, as críticas foram positivas. As dificuldades foram as mesmas de qualquer obra que saia por uma editora pequena, ainda sem muita estrutura de divulgação e de marketing.
Beco Imaginário: Você diria que a Fábrica tem predileção pelas publicações de gênero ou a ficção contemporânea é toda tratada da mesma maneira, sendo literatura especulativa, fantasiosa, etc.? E a poesia, como você vê a poesia contemporânea?
Ana Cristina Rodrigues: A Fábrica se volta especificamente para Ficção Científica e Fantasia, com uma brecha para o Terror. De modo geral, os autores não gostam de enveredar nem pelo realismo mágico, quanto mais pelo ‘realismo puro’. Eu, pessoa física, entendo nada de poesia em teoria. Sei apenas que tem poesias que leio e gosto e outras que não. Na Fábrica, vez por outra alguém tenta algo em termos poéticos.
Beco Imaginário: E você, Ana Cristina. Como autora, do que é que você gosta para ler e escrever?
Ana Cristina Rodrigues: Para escrever, eu preciso simplesmente ter tempo, o que as vezes é bem complicado com a jornada quádrupla que tenho, só que empre convivi com muita gente na casa, então barulho nenhum tira o meu sossego. O calor atrapalha, mas sendo carioca você aprende a lidar com ele. Gosto de escrever sobre pessoas que procuram alguma coisa, desde livros sagrados roubados ao sentido da vida. Já escrevi mais FC, atualmente ando numa fase de Fantasia. Quanto a ler, eu leio basicamente qualquer coisa que caia em minhas mãos em qualquer lugar e na hora que surge a oportunidade. Sexta feira eu estava na sala de espera de um médico com o 2o livro da série de Fantasia do Terry Goodkind – calhamaço de mais de 900 páginas – com um menino bem curioso sobre o livro do lado. Mesmo explicando pra ele o que estava acontecendo no livro, ainda avancei umas boas 200 páginas (sim, demorei BASTANTE para ser atendida). Minhas leituras são basicamente FC e Fantasia, tentando equilibrar material nacional e estrangeiro, porém decidi que esse ano vou tentar ler coisas diferentes.
Beco Imaginário: *Risos* Vejo que seu médico ou estava bastante atrasado na agenda, ou achou que podia te curar com chá de cadeira. Mas voltando à entrevista (e deixando as piadas ruins da entrevistadora de lado), foi bom você falar do meio nacional. Hoje vemos um aumento absurdo, no meio nacional, da quantidade de editoras que publicam livros mediante pagamento do autor. Ainda, há editoras que fazem coletâneas por sistema de quotas, pagamento por exemplar, sem contar aquelas que te publicam, mas não pagam qualquer direito autoral e você ainda tem que comprar seu próprio livro deles. Como você se relaciona e o que acha desse mercado?
Ana Cristina Rodrigues: Primeiro: sou, sempre fui e sempre serei contra o loteamento literário, as antologias com cinqüenta contos que cobram – e bem cobrado – o espaço publicado. É tão obvio que é um loteamento, que se você escrever mais do que o limite, você pode publicar, desde que aumente o tamanho do seu lote. Pagando a mais por isso, claro. A qualidade dos textos é na maioria muito precária – principalmente por serem autores novatos e pela inexistência de um trabalho de edição. O pior é que o escritor, muitas vezes um iniciante deslumbrado pela ‘oportunidade que lhe está sendo oferecida’ de publicar ‘EM PAPEL’, não vê que na verdade é um cliente e deveria cobrar pela qualidade do serviço pelo qual pagou. Porém, há projetos coletivos em que o autor entra com dinheiro, mas há um processo editorial por trás, como a coleção Paradigmas e as revistas da série Portal. A falta de publicações periódicas para contos de ficção especulativa cria a necessidade de trabalhos assim. Uma coisa, porém, tem que ser deixada bem às claras: publicar por demanda não é necessariamente pagar uma edição. Há editoras on demand que não vão cobrar um centavo do autor – o preço dos serviços já está embutido no preço final do livro a ser vendido. Porém, há muitas que inventam uma série de pequenos serviços que o autor se sente compelido a adquirir. No final, ele teria pago bem menos se tivesse contratado uma gráfica e impresso vários exemplares do seu livro lá. Resumindo o que eu acho: escritor é um artista que pode também querer ser um profissional. Se ele se acha um artista e não se importa de pagar para exibir seu talento, fazer o quê? Desde que pelo menos cobre qualidade do serviço que ele está pagando. Porém, se ele quer ser um profissional, bem, eu nunca vi médico em começo de carreira bater na porta de ninguém e oferecer 50 reais para dar uma consulta. No mundo da web, pagar pra mostrar seu trabalho é para quem quer não uma necessidade.
Beco Imaginário: Mas temos visto, relacionado a este fenômeno dois desdobramentos muito freqüentes: vamos falar um pouco do primeiro, um tipo de estelionato literário, em que cria-se o discurso de que você “precisa” passar por esta fase para conseguir ser publicado em “uma editora grande e de prestígio”, pois a publicação paga te dá visibilidade e as editoras grandes passam a te “enxergar”. Até onde vai a verdade e a mentira deste argumento, em sua opinião?
Ana Cristina Rodrigues: Olha, ainda não conheço um autor que tenha saído dessas antologias pagas e assinado um bom contrato com uma editora grande. Se existe, me apresentem. O que acontece é que geralmente esse autor não é notado por ninguém, exceto por seus pares, outros autores das mesmas antologias e os editores destas. Não são essas antologias que dão visibilidade a ninguém. Dizer que alguém ‘precisa fazer algo para entrar numa editora grande’ é tolice. Ninguém sabe a receita para chamar atenção de uma ‘editora grande’ no nosso país. Há quem publique seu primeiro livro na Rocco. Há quem passe anos a fio publicando em antologias pagas e nunca consiga seu espaço. O mesmo vale para edições independentes, aliás. Muita gente usa o André Vianco como exemplo de quem pagou uma edição e estourou. Primeiro fator: ninguém sabe o duro que o Vianco deu para conseguir exposição na mídia. E segundo, ele é exceção. Para uma pessoa que tenha conseguido estabilizar uma carreira de sucesso depois de pagar uma edição, quantas não enterraram dinheiro à toa em pilhas de livros mofando na garagem?
Beco Imaginário: Entendo. Você acha que estas negativas constantes das editoras têm a ver com a pouca especialização dos autores? Há muitos que querem apenas contar uma história (ou sua versão para histórias de autores já consagrados como Dan Brown, Vianco, Anne Rice, etc), valorizando apenas a criatividade, mas deixando de lado a qualidade e a capacidade de lidar com o texto. Como resolver esta questão?
Ana Cristina Rodrigues: Essa é difícil. Mas eu acho que a resposta é mais simples do que parece a primeira vista. Muitos de nossos escritores iniciantes não lêem – ou lêem pouco, ou lêem mal, somente os best sellers da moda. Então, acabam tendo pouca ou nenhuma noção mesmo do que é literatura – e não percebem que escrever algo que seja ‘fácil’ de ler às vezes poder ser mais difícil do que parece. Essa falta de leitura realista também se reflete nas expectativas absurdas que eles acabam criando, na falta de um tom profissional no material que apresentam e principalmente, na falta de humildade. Não é difícil ver um autor desses que tem seu trabalho recusado e, ao invés de parar e pensar sobre as críticas e as recusas, desembolsar uma boa quantia para publicar seu livro. Ele acha que assim irá se vingar do mercado, criando um sucesso editorial que eles irão se arrepender de ter recusado.
Beco Imaginário: Nesse âmbito, também não é raro ver que a crítica literária hoje não é feita por profissionais de texto especializados ou, pelo menos, por profissionais com grande arcabouço de crítica amadora: o autor que publica por conta própria também é “resenhista” e “crítico” e não é raro ver autores *trocando* resenhas, críticas, indicações de leituras e etc, por divulgação de suas obras, além de publicarem resenhas que não passam de resumos com comentários pessoais sem fundamentação estrutural. Por outro lado, há sim muitos autores que publicam crítica literária séria e empenhada, mas em geral, embora tenha melhor fama que as dos demais, essa crítica se perde na enxurrada semanal de artigos que o “fandom” solta, no melhor sistema “scratch my back, and I’ll scratch yours“. Como você se vê nesse meio?
Ana Cristina Rodrigues: Bem, eu nem sou muito contra esse ‘cordão da boa vontade’. Muitas vezes vai ser a única divulgação que o livro do autor vai ter, então quem sou eu para dizer ‘não faça’ ou ‘não deixem fazer’? Até porque fandom é para isso. Críticos literários estão – ou deveriam estar – fora das disputas do fandom – tanto as de ego quanto as de poder. Agora, eu particularmente não faço. Não repercuto release de livros em nenhum dos meus blogs – ou eu faço uma chamada com algo diferente ou não faço – e tento ser o mais sincera possível quando comento o trabalho de alguém, mesmo que seja uma crítica muito negativa. Mas quando a obra é muito ruim mesmo, eu prefiro nem falar sobre.
Beco Imaginário: “Críticos literários estão – ou deveriam estar – fora das disputas do fandom, tanto as de ego quanto as de poder.” Mas como fazer as obras chegarem à mão dos críticos formadores de opinião. Jornalistas recebem toneladas de livros de “cortesia” por mês e não lêem quase nenhum, ou lêem o que está crista da onda. Os acadêmicos estão mais presos ao passado e estudando obras ditas clássicas da literatura brasileira do que interessados na literatura de verdade, na que é produzida como reflexo da sociedade de hoje. Então, o que fazer?
Ana Cristina Rodrigues: É necessário criar pauta para atrair a atenção da grande mídia. Eventos, promoções, virais, book trailers… Se você chama atenção e se destaca, a mídia vem.
Beco Imaginário: Voltando a um assunto que eu deixei lá atrás: falando sobre as publicações pagas, exploramos o primeiro desdobramento destas – o fato de elas serem apresentadas como o caminho para ter a visibilidade das editoras grandes. Um segundo aspecto que deixamos para trás foi a transformação de autores que pagaram para publicar, em “editores / agentes comerciais” de coletâneas pagas, usando a ingenuidade que um dia estes mesmos tiveram, para atrair gente que queira pagar para publicar – fazendo disto uma profissão, um meio de vida. Estes, em geral, selecionam títulos e textos baseados em suas opiniões pessoais e a qualidade de publicação vai por água abaixo, já que ela sai da editora já totalmente paga pelos autores, não garantindo nenhum tipo de compromisso efetivo com o público e a qualidade exigida por ele. O mercado está ficando saturado de coletâneas ruins, os autores de renome procuram não participar, muitas vezes até como convidados (sem pagar nada e ainda recebendo direito autoral, diferente de seus pares, que não recebem nada e ainda pagam) por que suas imagens se denigrem ao serem associadas a tais obras. Quais são as conseqüências imediatas disso tudo?
Ana Cristina Rodrigues: De imediato, é a enxurrada desses títulos no ‘mercado’ – mercado entre muitas aspas porque eles não vão para lojas ou são vendidos pela editora, e sim comprados pelos autores que vão tentar passá-los a frente. Posteriormente, eu acho que é uma prática fadada ao desaparecimento. Os autores acabam se saturando com esse tipo de publicação – ou ficando sem dinheiro mesmo – e cada vez mais os novatos procuram informações na web ou com escritores mais experientes que via de regra desaprovam essas coletâneas e orientam. Pelos sucessivos prolongamentos de prazos que vejo sendo anunciados por essas editoras, já deve estar difícil encontrar autores.
Beco Imaginário: Vimos que muitos desses livros / contos / coletâneas entraram no prêmio “Melhores de 2010″, que, aliás, deu muito que falar. Criticado muitas vezes, elogiado pela iniciativa de maneira quase unânime, outras vezes usado como “trampolim para a fama” por “críticos” que só queriam “ajudar e aconselhar”, os resultados deste ano acabaram sendo mascarados pela tentativa de alguns autores de transformar o processo de escolha em “concurso de popularidade”. Você pretende continuar com o prêmio em 2011? O que vai mudar?
Ana Cristina Rodrigues: Eu não irei mais organizar nada nesse sentido, de prêmio ou concurso.
Beco Imaginário: A experiência foi tão ruim assim?
Ana Cristina Rodrigues: Foi cansativa e desgastante.
Beco Imaginário: Bom, Ana, foi um prazer tê-la como convidada para a entrevista do Beco. Muitos assuntos ainda ficaram pendentes, pois não falta assunto com você. Obrigada pela sua predisposição e contamos que haja novas oportunidades para falarmos de outros temas como Literatura e educação, suas participações na WorldCon, formação de leitores e mais.
Obrigada.
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Não se trata nem de ter o nome denigrido por participar de uma coletânea paga de qualidade risível. Um autor conhecido ao se associar a uma iniciativa dessas estará avalizando-a e isso é inconcebível.
Concordo, Tibor, que esse DEVERIA SER o pensamento. Conversando com algumas pessoas nos últimos tempos, preferi colocar a situação como me deparei: a maioria ainda não tem senso de grupo, de comunidade, portanto, o primeiro pensamento é não se queimar.
Ser conivente, ou não, com o que é ruim e explora outros autores, ainda não é preocupação geral. De umas 20 pessoas com quem falei, umas 18 me responderam que não queriam se queimar – não fosse por isso, até participariam de mais obras, por que em cada obra participada GANHA-SE.
Concordo com tudo abordado, ressaltando que minha resenhas são apenas resenhas, um resuminho da obra com minha opinião. Minha formação é toda científica e não linguística, mas eu ainda acho pior as pessoas que dizem fazer resenhas e colocam o texto encontrado nos sites onde se vende o livro…
Que pena que a Ana não vai mais coordenar o projeto, que tinha um intuito muito legal. Mas os brasileiros tem que meter a mãozona nas coisas e fazer feio.
Parábens Janaina pela entrevista. Que venham mais.