
Erick Santos, da Editora Draco
Erick “Sama” Santos é editor da Editora Draco e também trabalha nas publicações da Globo Livros. Formado pela Anhembi Morumbi em Produção Editorial e Mestre em Comunicação pela mesma instituição, tem se dedicado aos estudos de design, literatura e ilustração desde a adolescência.
Beco Imaginário: Erick, em primeiro lugar, obrigada por ter aceitado ceder esta entrevista ao Beco Imaginário. Eu gosto de começar as entrevistas para o Beco com o famoso questionário de Proust, que já foi adaptado das mais diversas formas, inclusive com versões famosas como as do Saturday Night Live e do programa Inside The Actors Studio, com James Lipton:
Qual é sua maior qualidade? Persistência, mas…
E seu maior defeito? …talvez seja obsessão. A minha qualidade é meu maior defeito.
O que você mais aprecia nos seus amigos? Lealdade e comprometimento.
Sua atividade favorita é… Ler e jogar videogame.
Qual é sua idéia de felicidade? Ganhar a vida fazendo o que se gosta.
E o que seria a maior das tragédias? Trabalhar sem tesão pelo que se faz.
Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo? O Shigeru Miyamoto, criador do Mario.
E onde gostaria de viver? Brasil, mesmo. Minha terra é a minha terra, não faço questão de deixá-la, mais. Na adolescência quis viver no Japão e EUA.
Qual seu palavrão ou xingamento favorito? “Caralho!” ou “Porra!”, como interjeição.
Seus autores preferidos? Aqui é engraçado, gosto dos desgraçados: Herman Hesse, Salinger, Dostoiévski, Machado de Assis. O Monteiro Lobato por ter feito o que fez.
Quem são seus heróis? Caras como o Jobs (apesar de não ser macmaníaco), o Miyamoto e o M. Lobato, como eu disse acima, o Hideo Kojima. São pessoas que fizeram o que gostavam, até hoje, sem medo do que os outros em volta achassem.
Seu compositor favorito é… Eu gosto muito da Yoko Kanno, um dos resquícios de minha fase de otaku.
Qual é sua palavra favorita? Honra.
O que você mais detesta? Falsidade e mentira.
Quais são os personagens históricos que você mais despreza? Os que torturavam pessoas, animais e crianças em nome da ciência. Ao mesmo me fascina como esse tipo de gente conseguia ter a mente tranquila para acordar no dia seguinte.
Como você gostaria de morrer? Lutando no campo de batalha, pra ir pra Valhalla.
Que defeito é mais fácil perdoar? Eu perdoo tudo. Sou burro e não tenho rancor.
Qual é o lema da sua vida? Esforço leva a conquistas. Pode ser o lema mais autoajuda do mundo, mas pra mim até hoje nunca falhou.
Beco Imaginário: Erick, a Draco tem sido uma das grandes e agradáveis surpresas deste ano. Que tal nos contar um pouquinho da história da editora, como ela surgiu e por que a escolha de publicar literatura fantástica?
Erick: A Draco surgiu como um sonho muito anterior, mas que só no ano passado, após cumprir algumas coisas que considerava prioritárias, resolvi que poderia contribuir na difícil missão de formatar e editar a extensa produção de literatura de gênero brasileira. Minha visão era dar um tratamento que não devesse nada às grandes editoras e é esse o meu principal intuito em nossas publicações. A experiência de tentativas anteriores, como o que fizemos na época da faculdade, com uma publicação de hentai, somado aos 11 anos de mercado, deram o respaldo técnico para o início de algo maior e que, espero, possa representar alguma coisa para esses autores e produtores de conteúdo que existem e lutam tão duramente por algum espaço nas livrarias e nas escolhas dos leitores.
Beco Imaginário: Suas publicações tem seguido uma linha bem mais próxima dos que o mercado tem exigido e, mais do que isso, sua dedicação aos autores e organizadores de obras, além de títulos mais inovadores e ao mesmo tempo dentro das tendências como “meu amor é um vampiro”, da nova coleção da Draco, têm sido vistos como a receita secreta do sucesso da editora. Você considera que algo mais fez com que vocês fossem tão bem recebidos por autores e público?
Erick: A única coisa que nos dedicamos a fazer é reunir e oferecer aos diversos tipos de leitores de literatura de gênero opções nacionais e de qualidade. Já lemos ficção de gênero de monte, mas importada, traduzida. Não é possível que não haja público para o nacional. Não me convenço também de que há pouca gente disposta a comprar. Temos é que oferecer opções, que os melhores sejam recompensados com o sucesso, que os mais frágeis possam aprender e evoluir. Ainda temos que enfrentar um problema que considero muito sério, que é a nossa ainda pequena distribuição, mas as redes sociais têm nos aproximado do nosso público e as compras à distância são muito mais fáceis e seguras, hoje em dia. Mas que isso não seja desculpa para não continuarmos constantemente tentando conseguir parcerias. Por exemplo, nesse fim de semana conquistamos um ponto de venda em Curitiba e semeamos possibilidades para Santa Catarina. Quero estar em todos os estados dando a oportunidade das pessoas escolherem entre os nacionais e os importados. Sobre os autores, bem, eles são os grandes artistas, são os produtores de conteúdo. Sem o auxílio deles, não podemos chegar a lugar nenhum. Por isso nos preocupamos tanto em orientar, conversar, chegar a um consenso que possa agradar público e produtores. Mas ainda estamos começando, há muito o que evoluir nesses quesitos todos.
Beco Imaginário: Sei que é uma pergunta difícil de ser feita a um editor, para quem todos os filhos-livros são preciosíssimos, mas quais os dois livros que lideram o ranking da editora em termos comerciais e na crítica e, dos que já foram anunciados para lançamento em breve, sobre quais ficam as maiores expectativas de público e de crítica?
Erick: Não há como responder porque a amostragem é muito pequena e os números são próximos. Acredito que o melhor momento para perguntar isso é depois do primeiro ano da Editora. Afinal, os pontos de venda e catálogo estão ainda em formação. Dizer qualquer coisa nesse momento seria irresponsável e falacioso.
Mas posso dizer que a Ficção Científica não deve nada para a Fantasia e nem para o Terror. Só que os compradores são diferentes, algo muito curioso. É muito legal ver o público interagindo com os livros nas livrarias e eventos.
Beco Imaginário: Interessante. A Draco tem participado de muitos eventos? Promovido muitos?
Erick: Não, participamos apenas de dois lançamentos de livro oficiais, um bazar com o pessoal da Tarja Editorial, o WorldRPG em Curitiba e III Encontro Prática de Escrita, na qual participei de uma mesa redonda sobre a Literatura de gênero nacional.
Beco Imaginário: Há planos para a promoção de eventos e outras iniciativas de marketing cultural por parte da Draco??
Erick: No momento estamos nos empenhando em participar de eventos e conhecer o público de diversos lugares. Como é o primeiro ano, o foco ainda é a criação de catálogo, mas sempre que fazemos alguma coisa, tentamos agregar conteúdo — com palestras, debates, atividades — para que os leitores possam aproveitar os eventos de várias formas.
Beco Imaginário: Uma grande questão nomeio editorial, que acaba consumindo vários escritores e organizadores de obras é a necessidade de publicação. E, dentro desse embate, nasce uma controvérsia: criatividade X técnica de escrita. Como editor, ao avaliar um livro, o que você acha que pesa mais?
Erick: técnica de escrita. A criatividade não é nada sem uma boa realização técnica.
Um autor que não seja bom, tecnicamente, dificilmente contará uma boa história. Mesmo “artistas primitivos” sempre realizam coisas com incrível técnica, mesmo que não haja estudo formal sobre a coisa. Por isso, não confundamos estudo formal com técnica. O primeiro não é necessário. O segundo é essencial para uma boa obra.
Beco Imaginário: No Brasil é comum essa confusão: parece que para ter um bom domínio de técnica, é necessário ser um bom crítico. O que você acha dessa geração de autores multifuncionais? Você acha que eles conseguem desepenhar bem seus papéis ou deveriam se dedicar a apenas uma função?
Erick: Acho que não há como não termos esse comportamento “multimídia”. Estamos sempre expostos à comunicação através dessa mistura de vídeos com interação, com letras, com áudo. Não há mais separação. A literatura é hoje muito influenciada pelos cinemas, videogames, computadores e outros meios. É uma tolice querer separar essa mistura da produção. O que acontece é que o acesso à informação fez a maioria dos iniciantes achar que ler três tutoriais podem prepará-lo para alguma função que, para nível profissional, exige-se 4-5 anos de experiência para formar. Não acredito em especialização, pois eu não sou um especialista. Sou um cara que se mete em diversas atividades, mas não quer dizer que esse caminho seja mais válido que o de um cara hiper focado numa coisa. Ele certamente vai ser muito melhor naquilo, sem a menor dúvida. Mas ter contato com várias coisas me ajuda a ver o todo, o que pra mim é fundamental. Aos autores, recomendo que busquem o máximo de informação que gostem e tentem aplicar essas referências e experiências em seu trabalho. É a única forma de se produzir algo relevante e com “alma”, não apenas algo feito para se vender.
Beco Imaginário: Muito ouvimos sobre obras que não estão prontas para serem publicadas e acabam sendo pagas ou empurradas para várias editoras até que uma tenha um crivo menos criterioso. Na sua opinião de editor, quando você considera que um autor está “pronto” para publicar? Que dicas você daria a um autor que queira identificar com frieza e racionalidade a própria qualificação?
Erick: Essa é uma coisa que ainda estou aprendendo, não acredito que possa aconselhar ninguém com propriedade. Mas o que penso é que a ansiedade é a maior inimiga dos autores e mesmo dos editores. Numa época em que tudo é tão rápido, e o interesse das pessoas é tão volátil, é natural querer expor rapidamente o que se tem para tentar medir retorno, conseguir feedback ou mesmo acompanhar tendências. Mas a autocrítica deve sempre ser muito mais dura e o preparo para receber retornos negativos, que fatalmente acontecem mais vezes quando se trabalha com pressa, são essenciais para quem quer uma carreira. O ponto é que muitos não querem uma carreira, querem apenas publicar o seu livro e dividir com amigos e familiares. Aí a iniciativa da publicação sob demanda é válida. Porém, esses não interessam à Draco, apenas autores que queiram fazer carreira na literatura.
Beco Imaginário: Em tempos de Kindle, IPAD e similares, como você o mercado de livros? Mais que isso: a Draco vai publicar e-books?
Erick: A Draco vai publicar e-books, uma evolução natural do meio. Mas antes disso queremos aprender a fazê-los, dominar o processo, para não fazermos coisas insatisfatórias. Acho melhor fazermos quando estivermos bem que sair correndo pra tentar ficar à frente. Um exemplo claro da questão da ansiedade que discuti acima. Acredito que o mercado de livros está sofrendo uma grande guinada, mas ao contrário da música, a relação com o suporte ainda é muito forte, principalmente com o público mais velho — algo que também acontece na música, é só vermos os colecionadores de LP. Os mais jovens têm lido muito material de ebook, mas de graça, pela internet. O que deve haver é uma oferta compatível a esse público, que nem sempre terá grana para comprar livros caros, mas que quer ler, sem perder de vista que a pirataria é uma realidade a ser compreendida. Não sei como enfrentar esse problema, porque a vida da editora depende da venda de livros. Se a receita pudesse vir de outras coisas, os autores poderiam ser remunerados pelo seu trabalho, algo que considero fundamental, e os livros seriam distribuídos de graça. Mas não conheço nenhum formato que possa oferecer uma solução para isso. Não sei se um leitor mais velho gostaria de ter que ver banners entre um capítulo e outro. Os mais jovens talvez estejam mais dispostos. O que é ainda mais importante se pensar é que o jovem quer interagir. Não só o jovem, o usuário de computadores atualmente tem esse comportamento. Quem sabe se o livro puder oferecer formas do usuário agregar a sua produção à literatura, que é o que as editoras sob demanda aproveitam, por conta da grande quantidade de auto-publicações em blogues e redes sociais, não se consiga uma conscientização da importância da compra dos livros para que a literatura possa continuar sendo produzida?
Beco Imaginário: Você acha que o fato de o e-book ser pago pode fazer o público jovem (que faz downloads de e-books gratuitos diversos) preferir o livro físico para ter algo mais “palpável” em mãos? Você acha que o público brasileiro ainda está mais apegado ao físico que à facilidade do meio eletrônico? Afinal, com o advento das impressoras de baixo custo (bulk ink systems), muitos baixam para a imprimir e preferem a cópia física.
Erick: Acho que o conteúdo é o mais importante do livro, por isso que a embalagem deve ser algo que mostre essa importância e convide as pessoas a lerem. Sendo assim, parte da relação afetiva com o objeto livro se dá quase como uma caixa de tesouros, algo que guarda coisas importantes, se me permite a viajada filosófica. O público brasileiro ainda lê muito pouco, então não vejo porque não fazermos livros belos e sofisticados para esses bravos que sustentam esse mercado com números que ainda nos envergonham perto de países vizinhos como a Argentina, por exemplo.
Eu tenho lido muita coisa que recebo para a Draco pelo leitor de e-book. Não vejo nenhum diferença na tal da e-ink, prefiro mesmo uma telinha que emita luz e me ajude a ler dentro de um ônibus, de noite, sem auxílio de iluminação externa. Me incomoda às vezes não poder ler livros de papel que se autoiluminam. Mas continuo comprando livros e enchendo estantes que um dia vão despencar, em casa. Pela experiência com a Draco notamos que as pessoas lerão livros brasileiros, sim, bastando para isso oferecermos nas livrarias, onde elas passeiam e possam ser surpreendidas por capas para conhecer conteúdos novos. Quando ao e-book, repito que ainda precisamos de mais paciência e estudo para entrarmos com qualidade.
Beco Imaginário: Você disse agora algo bastante interessante: “o brasileiro lê pouco”. Uma pesquisa recente da CBL mostrou que, dentre os maiores consumidores de livros no país, estão os jovens e crianças em idade escolar. Entretanto, quando crescem, cerca de 70 a 90% abandonam o hábito da leitura que tanto tentamos lhes passar. Por que você julga que isso acontece: a obrigatoriedade da letura na escola é um mau-incentivo, os temas não geram identificação no jovem, ou ainda, os professores não estão efetivamente preparados para instruir o leitor?
Erick: O primeiro dado é que o governo do Brasil é um dos maiores compradores de livro do mundo. Esse é um ponto que explica o acesso à leitura na fase da infância. O que acontece é que em muitos casos as pessoas vivem em condições humildes que as obrigam trabalhar cedo e perdem esse contato com o livro que tiveram graças a programas de governo. Essa é uma explicação crua e generalizada, mas se continuarmos por esse raciocínio, pode ser uma das razões, a mesma da evasão escolar. Aí chegamos a uma outra discussão, que é a dos preços dos livros. Os livros são caros, concordo com isso, mesmo com incentivo fiscal do governo. A redes de distribuição precisam pagar sua estrutura, daí o óbvio foco nos altos faturamentos que os best-sellers geram. Mas se na adolescência o cara teve uma educação dificultada por necessidades de grana, é óbvio que ele vai passar mais tempo tentando melhorar a condição de vida dele do que lendo. Temos muitos escritores brasileiros que só leram os clássicos depois de velhos!
Acho que temas atuais ajudam a aumentar o interesse. Mas fatalmente o público leitor continuará sendo a classe média, que não é a maioria do Brasil. A gente, no final das contas, acaba produzindo para nós mesmos, a não ser que possamos vender material para bibliotecas e escolas do governo. Um dos nossos planos para aumentar o alcance da Draco para o futuro.
Beco Imaginário: Entendo, e falando de planos futuros, para fechar nossa entrevista, vamos falar de mais dois assuntos: o primeiro, o temário de publicação da editora. A Draco atualmente publica literatura fantástica direcionada ao público jovem adulto / adulto, no âmbito da ficção. A Draco pretende expandir esse escopo? Publicando, por exemplo, não ficção? Guias de literatura, anuários ou períodicos, como a Tarja faz com o “Anuário de Literatura Fantástica”?
Erick: Não pretendemos sair desse nosso foco na ficção pelo menos durante esses primeiros anos de empresa. Antes de tentarmos algo que não seja ficção, queremos um bom catálogo específico.
Quanto a anuários e periódicos, esses infelizmente não podemos publicar, pois temos uma distribuição limitada que não nos permitiria atingir público suficiente para compensar uma edição datada como essa. Para ficção, funciona sem problemas. Quem sabe num futuro?
Beco Imaginário: Por último, quais são os próximos lançamentos da Draco, que já estão disponíveis ou anunciados no site da editora?
Erick: Além de “Guerra Justa”, romance cyberpunk de Carlos Orsi, e “Meu amor é um vampiro”, coletânea de romance sobrenatural organizada por Eric Novello e Janaina Chervezan, teremos o romance “Neon Azul”, também do Eric Novello; “O Baronato de Shoah”, de José Roberto Vieira; “O Peregrino”, de Tibor Moricz, “O Castelo das Águias”; de Ana Lúcia Merege, um thriller do escritor e quadrinista Estevão Ribeiro que ainda não podemos revelar o nome e muitos outros! Recentemente trouxemos o romance de dark fantasy “Necrópolis”, de Douglas MCT. Além disso, temos três coletâneas além dos volume 3 e 4 da Imaginários: “O Grande livro de Magia Urbana”, organizado pela Janaina Azevedo Corral (minha gentil entrevistadora); “Brinquedos Mortais”, Tibor Moricz e Saint-Clair Stockler (org.) e “Gastronomia Phantástica, de uma parceria com o a Fábrica dos Sonhos. Com isso já podemos fechar 2010, mas há outros projetos engatilhados, como a HQ do universo Intempol de Octavio Aragão e outros que ainda não podemos divulgar. Estamos sempre buscando novos originais, é um trabalho diário e fundamental para nossa editora.
Beco Imaginário: Esses projetos ainda se nome serão lançados mesmos em 2010?
Erick: Dificilmente, queremos cumprir o nosso cronograma com os lançamentos já anunciados.
Beco Imaginário: Erick, obrigada pela entrevista e pela atenção. A Equipe do Beco Imaginário deseja à Draco todo o sucesso e bons frutos a partir destas empreitadas.
Erick: Obrigado a você, Janaina, pela oportunidade e esperamos poder continuar fazendo coisas legais para o nosso mercado de literatura de gênero.
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Para maiores informações, visite o site da Editora Draco: http://editoradraco.com
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A editora também está no orkut e no facebook.
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3 Responses to “Entrevista com Erick Santos, da Editora Draco”
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Conheci o site agora; interessante a matéria sobre o Erick e a Draco. São nomes que vc ouve muito falar nas comunidades do orkut e listas de discussão, e é legal conhecê-los mais de perto.
Abraços!
Gostei muito da entrevista bem direcionada pela equipe do Beco imaginário com o Erick da Editora Draco.
Mostrou que está muito confiante neste mercado editorial e que os escritores nacionais têm muito talento.
Isso é muito importante para os leitores e escritores. O mercado editorial precisa acreditar mais na literatura nacional e A editora Draco tem sido um exemplo.
Sempre vou querer participar de projetos inovadores pois é isso que os leitores querem. Que os escritores brasileiros mostrem a sua capacidade, mostrem a sua dedicação com o leitor e façamos uma literatura com conteúdo, com qualidade.
Abraços
Adriano Siqueira
Nem preciso dizer, né? Eu, que já admirava o trabalho e a iniciativa do Erick, adorei conhecê-lo melhor como pessoa. Principalmente saber que é, como eu, um leitor de Herman Hesse e Salinger!
Todo sucesso à Draco, ao editor e aos colegas autores, é o que desejo!