Coluna: O Assassino Serial – Por Susana Lorena
A Susana é uma escritora já, agora, experiente. Ela se candidatou a participar do Beco Imaginário nos fins de 2009, aguentou todas as mudanças do site e se propos a fazer uma coluna sobre séries de TV, uma de suas paixões.
Seja Bem Vinda, mocinha.
Janaina Azevedo Corral
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Você sabe diagnosticar doenças que só atingem uma pessoa a cada cem milhões e nunca passou nem perto de uma faculdade de medicina? Sabe que a tomografia computadorizada é a melhor amiga de qualquer médico? Parabéns! Você também é um viciado em séries médicas.
Resolvi fazer essa primeira coluna sobre esse tema por um motivo: ano passado encerrou-se uma das séries que inaugurou o gênero e que, principalmente no BRasil, apresentou o gênero aos teleespectadores – E.R. Foram quinze anos dentro de um hospital, com os casos mais absurdos e mais emocionantes – que, obviamente, nós adoramos acompanhar.
Eu não ficaria surpresa se alguns médicos, hoje formados, tivessem escolhido a profissão porque ficaram encantados com os corredores dessa sala de emergência. Agora nos últimos episódios, os personagens mais marcantes começaram a voltar, entre eles Dr. Ross e Dr. Carter, esses que já fizeram até uma pequena ponta em um episódio de Friends. Fora os flashbacks de personagens que já morreram. Não tem como se esquecer do Dr. Mark e do episódio que conta seus últimos dias no Havaí. Esse arrancou lágrimas até dos mais fortes e compenetrados fãs.
Séries de amplo espectro
Todos gostam de pelo menos uma série médica. Elas existem para todos os gostos. Se você prefere muito drama e casos extremamente bizarros, tem Grey’s Anatomy e seu spin off, Private Pratice. Afinal, não é todo centro médico que recebe gêmeos siameses e transplantes de rosto como se fossem casos normais.
Se você tem um lado sarcástico e lá no fundo, não tem muita certeza se gosta de pessoas, existe o Dr. Gregory House. Esse então nem se fala, ele é o médico que ninguém gostaria de ter e o paciente pesadelo de todos os médicos.
Para aqueles que gostam de assuntos mais leves e adoram uma boa piada, Scrubs: J.D. e seus devaneios enquanto espera pela aprovação do Dr. Cox.
Tem até mesmo para os que gostam de terror. Kingdon Hospital, de Stephen King, conta a história de um hospital construído sobre as ruínas de uma antiga fábrica onde morreram várias crianças em um acidente.
Por mais diferentes que sejam, sempre existe muito em comum em todas elas. Como por exemplo, quantos casos de gripe já deram entrada nesses hospitais? Muito poucos. E quantos dos pacientes que entraram com os sintomas de uma simpleza influenza acabaram tendo uma doença fatal em estado avançado? Quase todos!
Essa é uma das principais regras para um hospital de séries, não há espaço para doenças leves, pouco sangue e muito menos poucos ossos quebrados. Existem muitas outras, como o nível mínimo de beleza e/ou charme de um médico, as serventias do quarto de plantão (2% descansar durante um plantão, 98% manter um caso com outro médico escondido de todos – sem falar no quarto de limpeza, que obviamente é o que serve para aqueles que têm o seu ladinho mais pervertido de transar com a enfermeira gostosa do centro cirúrgico). E a regra que garante o lado humano dos médicos, pelo menos um deles irá ficar doente e será internado. Então ele passará a entender pelo que passam os pacientes e isso fará dele um profissional melhor.
Falando assim, parece que existe uma receita para elas. Mas a verdade é que elas apenas tentam romantizar o dia a dia dos médicos. A profissão deles é nos aturar e cuidar quando estamos em nossa pior forma, assustados, doentes e rabugentos. Nada mais justo do que agradecer a eles transformando todos em bonitões, inteligentes e corajosos profissionais.
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